• Maia

Tem dias que não tá tudo bem, e tá tudo bem.



Tem dias que você não tá bem, você sente que as coisas ao seu redor parecem estar desmoronando, que situações que um dia atrás eram facilmente contornadas ou que pareciam estar resolvidas, ganham, da noite para o dia um peso imenso e exigem da sua parte um esforço sobre-humano para lidar com elas.

As pessoas não te compreendem, o ambiente está pesado, o dia está escuro e a noite parece não ter fim. Você precisa chorar, mas não quer se sentir "infantil", afinal de contas, sempre ouviu dizer que chorar é coisa de criança.

Até que chega alguém e pergunta: -Tá tudo bem? E, claro, sua tendencia é dizer que sim, é normalmente como a gente sempre responde, mas então você percebe que realmente não está, que não foram as coisas que mudaram da noite para o dia, foi você que não acordou tão resiliente assim.


Temos uma tendência de ser duras demais com nós mesmas, tendemos a manter um padrão de exigência com o outro mas principalmente conosco, por isso sentimos tanta dificuldade em tolerar quando não estamos tão bem como achamos que deveríamos estar. Não conseguimos acolher nossas próprias limitações emocionais e possuímos a tendência de mascarar o que sentimos, ou ainda, inconscientemente nos desconectamos das nossas próprias sensações e adotamos comportamentos padronizados como forma de garantir que vai ficar tudo bem.

Forçamos um sorriso, insistimos em atividades custosas, negligenciamos os sinais do nosso próprio corpo que sempre "reclama" quando não estamos bem.


Todas as emoções e sentimentos possuem uma origem, um motivo para estarem ali. Porém as vezes não conseguimos identificar o que existe por trás daquela tristeza, da irritabilidade, da angústia, apenas sentimos que não estamos como nos demais dias. E neste momento, ao nos darmos conta de que não é o dia que ficou ruim de repente, mas que é o nosso olhar sobre ele que o fez ficar ruim, que precisamos nos questionar: “O que eu estou precisando neste momento?”

As perguntas tem poder!

Quando interrompemos nossos julgamentos com relação ao que sentimos e sobre a nossa falta de resiliência passamos a escutar verdadeiramente as mensagens que nosso corpo está mandando. Ás vezes só precisamos de um descanso, de uma pausa no modo automático de viver, ás vezes precisamos de uma companhia que acolha os nossos sentimentos, ou até mesmo, de um tempo sozinhas.


E se nos ouvirmos com sensibilidade, treinando a censura para que ela fique longe dos nossos desejos, conseguimos parar de lutar contra aquilo que precisamos no momento e passamos a nos acolher integralmente.

Este acolhimento que buscamos geralmente no outro, precisa antes de tudo ser desenvolvido por nós mesmas. E a melhor forma de desenvolvê-lo é minimizando a auto censura, os julgamentos e a exigência de que temos sempre que bloquear as nossas próprias emoções.


Cada vez que negamos a forma como nos sentimos aumentamos o sentimento de insatisfação porque tendemos a agir em oposição ao que o nosso corpo está nos pedindo, mas de acordo com o que julgamos que ele deveria pedir.

Se você hoje não está se sentindo tão bem como gostaria de estar, perceba o que seu corpo está pedindo e de que forma você pode atender a este pedido de forma saudável, para se reequilibrar e fortalecer a sua resiliência para os próximos momentos.

Está tudo bem não estar tudo bem, acolha os seus sentimentos ao invés de negá-los ou de querer transformá-los racionalmente.

Seja a melhor amiga de quem você é e evite sobretudo bloquear o que você está sentindo.

Apenas sinta!


Com todo amor e acolhimento,


Maia 🦋

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