• Maia

CONECTAR-SE COM SUA ANCESTRALIDADE TRAZ CURA E EVOLUÇÃO


Já faz algum tempo que eu iniciei o caminho do autoconhecimento. Comecei devagarinho, fui me desapegando de crenças, da religiosidade (não da minha fé), alguns tabus e aos poucos vou me desapegando também do julgamento alheio.


Nesse momento estou na fase de entender o meu feminino, minhas questões, minhas dores muitas vezes sem um motivo aparente, falta de aceitação de quem eu sou e meus choros constantes. Sinto uma sede muito grande no que diz respeito aos meus ancestrais,e cada dia mais tenho certeza que saber quem el@s foram pode revelar muito sobre quem eu sou.


Na verdade, o que eu já percebia, mas nunca tinha parado para pensar é que somos a intersecção dessa grande rede de pessoas que são nossos ancestrais. Carregamos em nossos corpos físicos e nas nossas almas as histórias, dores, conflitos, questões, dificuldades, abusos, medos e crenças que fizeram parte da trajetória pessoal e familiar deles.


Porém o que vemos no nosso presente é uma sociedade que se movimenta de forma individualista, afastando os membros das famílias e culminando no esquecimento dos idosos e das histórias familiares.

Trabalho, vencer na vida, ter uma carreira de sucesso, formar família, ter filhos, garantir a linhagem... é muita pressão e com isso perdemos elementos importantes para análise de nossa vida e de nossa bagagem consciente e inconsciente. Perdemos leveza de viver, perdemos o contato, o interesse nos nossos pais e avós, perdemos o tempo para ouvir as historias familiares nos almoços de domingo, a possibilidade de comparar eventos atuais com possíveis situações anteriores similares e traçarmos a repetição de fatores entre as gerações. Não temos tempo!!


Lembro bem quando era pequena e adorava as histórias que minha avó contava sobre a infância dela, sobre sua mãe e sobre sua avó, que ela chamava carinhosamente de mãezinha.

Até hoje, amo as histórias que minha mãe conta sobre sua infância, e não importa quantas vezes ela repita, eu sempre quero mais.

Mas sempre ouço: você não é em nada parecida comigo!


A minha avó paterna, eu não conheci, não sei se me pareço com ela, não sei sobre suas histórias e sua personalidade. E isso abre uma lacuna na minha mente, pois ouvi a vida inteira que não pareço com ninguém da família.

Então sempre pairou uma voz na minha mente: com quem pareço?


Percebe a importância da nossa ancestralidade na nossa formação individual e psicológica?


A gente vive na busca por uma identidade, a gente vive buscando o autoconhecimento para entender nossas questões e analisar a história de nossas mães, tias, avós, bisavós, pode trazer à luz uma série de crenças e dificuldades que temos e para as quais não encontramos resposta ou embasamento. Pode colocar uma nova perspectiva à forma com que nos relacionamos com o masculino, em especial nossos parceiros e filhos. Pode explicar medos e dores que sentimos sem um motivo real. Pode mostrar que essa linhagem pede a cura e o encerramento de um comportamento nocivo ou um círculo vicioso de erros, para que eles não cheguem até as próximas gerações.


Hoje podemos dizer que os tempos são outros, as redes e a tecnologia facilitam muito o nosso acesso a informação, nos ajudando a pavimentar esse caminho para noss@s descendentes. Hoje temos uma união feminina que cresce a cada dia, àquela que chamamos de sororidade, temos mais conhecimento e possibilidades de cura de séculos e séculos de abusos, humilhações, descasos, violência física e emocional, mandos e desmandos que nossas ancestrais sofreram.

Temos acesso à livros e mais livros sobre esse assunto, que nem em duas ou mais vidas teríamos tempo para ler. Hoje temos a possibilidade de curar nossas dores e as de nossas irmas onde quer que estejam, e criar um caminho mais leve e empoderado para as nossas filhas, sobrinhas, netas e bisnetas.

Estamos nesse momento no ponto de mutação dessa linhagem.


E não, os desafios não irão desaparecer como em um passe de mágica, pois cada família carrega sua história, alguns perdidas no tempo por um motivo ou por outro, outras com histórias conhecidas e mais presentes.

Cabe a cada mulher analisar a história de suas ancestrais, (utilizando as ferramentas que universo está disponibilizando nesse momento, mantendo o peito aberto, sem julgamentos) verificar ou sentir as necessidades que não foram atendidas e os abusos ocorridos. Buscar as dores que gritam e que pedem cura, promover a libertação dessas ancestrais e garantir a limpeza da linhagem para si as suas descendentes.

Vai devagarinho, com amorosidade, entrega e na medida de seu conhecimento, sem pressão.


Sinto que todas nós, que temos esse chamado, essa sede desse conhecimento, temos a missão de construir essa mandala de cura, onde cada ancestral envolvida nessa história assume o seu verdadeiro lugar.

Com isso sei que aos poucos as culpas serão liberadas, as dores serão sanadas e as teias emocionais sertão desfeitas. Além de honrarmos o coração, a alma, a força e os esforços de nossas ancestrais, incorporando-as em nossa vida e transformando todas as suas lições em luz no nosso caminho para auxiliar nosso propósito de vida.


É nisso que eu acredito!


Com amor e entrega,


Élida Maia 🦋





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